Nacionalização de Peças

pecas inportadas

A indústria de bebidas responde por 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e apresenta o maior efeito multiplicador na economia. Para cada real investido, outros R$ 2,50 são gerados. No entanto, o segmento enfrenta uma situação complexa no que diz respeito à utilização de máquinas no processo produtivo. A maioria das companhias usa equipamentos importados. Isso cria uma dependência com relação a peças de reposição do maquinário, que são importadas – o que se torna um complicador, em função da variação cambial.

O setor vem apostando cada vez mais na nacionalização de peças para a indústria de bebidas. A busca por fornecedores locais foi a saída encontrada para garantir o nível de produção, mas sem ficar vulnerável às oscilações do dólar. Manter em estoque uma grande quantidade de peças se tornou dispendioso e pouco eficiente.

Máquina Parada, Prejuízo Certo!

Mecanismo de Descarga de Vasos

Entre as principais características da indústria de bebidas, destaca-se o alto volume de produção diária. A paralisação da fabricação por algumas horas significa perdas consideráveis. Como o setor utiliza em larga escala equipamentos importados, a reposição de peças pode demorar semanas, já que nem sempre é possível mantê-las em estoque. Os trâmites comerciais e de importação consomem um tempo precioso para quem tem pedidos agendados para entrega.

Outro fator que afeta a indústria de bebidas se refere às elevadas despesas com manutenção de equipamentos, algo que impacta diretamente os custos finais de produção. Os empresários do setor perceberam que a nacionalização pode minimizar este e outros efeitos da demora na reposição de peças para a indústria.

Fornecedores Especializados

Tunel de Tratamento

Ganha corpo no Brasil o segmento especializado na nacionalização de peças para a indústria. Em um cenário de economia globalizada, essas empresas suprem a demanda dos fabricantes de bebida, que não podem depender da chegada de uma peça importada dos Estados Unidos ou da Europa.

Apenas para exemplificar, basta ver o que acontece com o fabricante Y. Por conta da quebra da peça em uma das máquinas de envasamento, ela deixa de produzir 5 mil litros de refrigerantes por dia. O pedido de reposição ao fabricante do equipamento leva oito dias para ser despachado, outros três para transporte (se for por avião e com custo elevado), além do prazo para desembaraço na alfândega. Por conta de uma greve dos fiscais da Receita Federal, a encomenda ficou parada na aduana por três semanas. No total, foram 32 dias sem operação da máquina, deixando de produzir 160 mil litros de refrigerante.

Se o fabricante Y tivesse recorrido a uma empresa especializada na nacionalização de peças, o prazo de reposição cairia para, em média, cinco dias e a encomenda seria paga

em moeda brasileira. Além de redução das perdas em termos de produção, a indústria teria condições de recuperar os dias que o equipamento permaneceu inoperante.

Vantagens da nacionalização

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Entre as diversas vantagens da nacionalização de peças, a indústria de bebidas pode obter benefícios com:

1. Melhor planejamento em termos de gastos com reposição e manutenção, pois os custos são em moeda brasileira, evitando problemas com oscilações no câmbio.

2. Fim da necessidade de manter um volume grande de peças de reposição em estoque.

3. Redução dos custos de armazenagem e de movimentação.

4. Diminuição do tempo de descontinuidade na produção.

5. Ganho de flexibilidade e rapidez na linha de produção.

Para a indústria, a nacionalização de peças favorece o aumento da produtividade. Independentemente do porte da unidade de produção e do número de máquinas utilizadas, depender de um fornecedor estrangeiro coloca em risco todo o planejamento da unidade. Em um momento de crise econômica e de acirramento da concorrência, a empresa não pode se dar ao luxo de atrasar a entrega de pedidos e até mesmo perder clientes por conta de equipamentos parados por falta de peças.

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